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Papa Léguas #Especial - Onde o Verde do Vinho e da Paisagem acompanha o traçado

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É do coração do Minho que arranca a 3ª etapa do Rally de Portugal. A Serra do Gerês e da Cabreira imprimem na paisagem a grandiosidade de uma região povoada por inúmeros vestígios arqueológicos.

Os Moinhos do Ave, localizados entre Lamedo e a aldeia de Agra merecem uma visita. Existe um percurso pedestre, junto ao rio Ave, onde pode desfrutar de uma paisagem muito bonita sempre salpicada de pequenas cascatas durante cerca de 3 kms. No percurso vai encontrar pontes romanas: a que fica junto à aldeia de Agra é constituída por um único arco, com guardas e também com aspeto de não ter manutenção há muito tempo. Estando em Agra recupere energias em Agra, onde a gastronomia Minhota faz as delícias dos visitantes, desde a tradicional vitela barrosã, ao cabrito, aos muitos pratos de bacalhau, ao famoso cozido à portuguesa, aos rojões e papas de sarrabulho, ou ao queijo e mel de qualidade. Iguarias que pode provar no “Agra na Boca”, um restaurante típico recentemente recuperado mantendo, contudo, a antiga arquitetura. Uma refeição completa pode ficar entre os 15€ e os 20€.

 

Se a ideia é fazer um piquenique rodeado de história e natureza, opte pelo Santuário de Nossa Senhora da Lapa localizado na freguesia de Soutelo. Um local muito agradável com muitas zonas de sombra e algumas mesas e bancos. Mesmo ao lado tem uma escada em madeira que lhe dá acesso a um miradouro onde, mais ao menos a meio do percurso existe uma passagem por entre duas grandes pedras que tem que atravessar para seguir o caminho até ao topo.

As barragens do Ermal, da Caniçada, de Salamonde e de Venda Nova são o enquadramento perfeito para momentos de lazer diversificados, nomeadamente a prática de BTT, pedestrianismo, orientação, paintball, tiro com arco, escalada. Há ainda os lagos azuis que contrastam com o verde e o cinzento granítico da serra, onde deslizam barcos de recreio que puxam a radicalidade de um ski.

Entre no traçado da N304 e N205 e, em pouco mais de 40 min (28,5 km) estará em Cabeceiras de Basto, mesmo a tempo de assistir na Serra da Cabreira à classificativa que tem o troço considerado por muitos como o mais bonito da edição deste ano do Rally de Portugal.

Mas há mais vida para além da competição automóvel em Cabeceiras de Basto. O Mosteiro beneditino de S. Miguel de Refojos é de visita obrigatória. Destaque para o Núcleo Museológico de Arte Sacra que se localiza no interior da Igreja e o imponente zimbório.

 

Continue a sua viagem pelo espaço do Mosteiro e entre na “Casa do Tempo” onde temas como a natureza, o património, a agricultura, os trajes e a música de outros tempos são trazidos para a atualidade de uma forma muito interativa.

A 3ª etapa do Rally de Portugal termina em Amarante, terra de Teixeira de Pascoaes e Amadeo de Souza Cardoso. Se chega à cidade conhecida como “Princesa do Tâmega” para assistir à competição automobilística então já sabe que o troço de Amarante continua a ser o mais longo da prova. Com os seus trinta e sete quilómetros inalterados desde o regresso do rali para o norte, o percurso desta classificativa utiliza em grande parte o antigo Marão, troço clássico do Rali de Portugal. Sítios como o gancho do Fridão, a Ponte da Guiné e o Gancho da Sapinha, serão percorridos novamente em 2018 no mesmo sentido como foram pela primeira vez em 1969. E é aqui que se pode ficar a conhecer o vencedor do Rally de Portugal 2018.

Se o seu interesse vai para além da competição automóvel atravesse a Ponte de São Gonçalo marco da resistência às Invasões Francesas lideradas pelo general Junot e pelos Marechais Soult e Massena. Um lugar de história onde as tropas Anglo-lusas comandadas pelo Brigadeiro Silveira e contando no seu contingente com muitos civis e clérigos mal-armados e sem experiência, conseguiram, durante 14 dias, impedir a passagem do exército napoleónico. Não resista à passagem desta Ponte porque dela depende chegar ou não à Igreja de São Gonçalo e ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso, instalado no Convento Dominicano de São Gonçalo.

A gastronomia é um hino aos sabores com o cabrito serrano, vitela arouquesa e maronesa, feijoadas, tripas, cozido à portuguesa e os célebres bacalhau à Zé da Calçada. O restaurante com a impressionante varanda sobre o rio Tâmega, de onde se avista a Igreja de São Gonçalo. A decoração e construção muito rústicas criam um ambiente acolhedor e descontraído, perfeito para apreciar, além do bacalhau, os pratos da cozinha regional e tradicional portuguesa bem regados com vinho verde de Amarante. Os doces são uma perdição com os amarantinos, as Lérias de Amarante e os São Gonçalo no topo da lista. Preço médio: €25.

“Pobre Tolo” aquele que vai a Amarante e não entra no nº 169 da Avenida General Silveira. Aqui as refeições são degustadas “à mesa com a poesia” numa combinação perfeita entre a contemporaneidade e a tradição. O preço médio da carta é de 21 € (cálculo do preço médio da carta: entrada+prato ou prato+sobremesa sem bebidas).

 

Prolongue a experiência amarantina e pernoite no Monverde – Wine Experience Hotel onde os elementos ligados à produção do vinho estão por todo o lado desde os 29 quartos aos espaços comuns, passando pelas vinhas que rodeiam toda a propriedade. O Monverde tem ainda um espaço único para momentos relaxantes na intimidade familiar, o Alpendre (Apartamento T1), com sala de estar e kitchenette. O restaurante do Monverde – Wine Experience Hotel, de comida tradicional e regional, o wine bar e o Spa vínico são atributos que valem uma visita. Mas a grande atração será a adega experimental, palco das mais diversas atividades ligadas à enologia. GPS: N 41° 19' 12.44" (41.320123) W 8° 07' 13.02" (-8.120283).  O alojamento pode ir dos 130€ aos 190€.

 

Créditos fotográficos: oGuia - guiadacidade.pt; Município de Cabeceiras de Basto; Restaurante Pobre Tolo