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Barcelos: Executivo atira responsabilidades sobre situação da EMEC

Município de Barcelos/Direitos reservados

 

A Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC) de Barcelos está em falência técnica mas o executivo camarário barcelense descartou responsabilidades sobre a situação atual.

Segundo o semanário local Jornal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, presidente da Câmara, e o PS (partido vencedor das últimas eleições autárquicas) atiram as responsabilidades para Domingos Pereira (vereador pelo movimento "Barcelos Terra de Futuro" e que se desfiliou do PS depois de ter entrado em "rota de colisão" com Miguel Costa Gomes). 

Este "atirar de culpas" acontece depois do jornal Barcelos Popular, outro semanário local, ter publicado um texto de Miguel Costa Gomes onde, sem nunca dizer o nome de Domingos Pereira, o "recorda" de "algumas coisas" entre as quais o financiamento da EMEC: "Exige o reequilíbrio financeiro e o saneamento dos capitais próprios da EMEC, mas só ele saberá porque apenas em abril de 2016 iniciou o reequilíbrio de 2014; só ele saberá explicar porque nada fez sobre o problema dos capitais próprios da EMEC que, em 31/12/2017, tinha um capital social negativo de quase 690 mil euros; só ele saberá explicar porque em 2005 exigia que a Câmara do PSD fizesse o saneamento financeiro (que veio a acontecer) mas nada fazer durante os seis anos e meio em que teve essa responsabilidade", escreve o presidente da Câmara. 

Em Reunião de Câmara, na passada sexta-feira, Domingos Pereira pediu a palavra antes da ordem do dia para responder a Miguel Costa Gomes. O atual vereador fez o historial da empresa e de todas as ações tomadas e que, depois, foram chumbadas pelo Tribunal de Contas. "Se quiser dizer que eu sou o responsável da situação das empresas municipais desde 2009 até agora, não tenho problema nenhum. Até pode dizer que era eu o presidente da Câmara desde 2009 até agora", disse o vereador ao presidente da Câmara. "Quando é dado algum contributo para se resolver as situações, é tudo um grupo de malfeitores  que querem a sobrevivência política".

Na resposta, Miguel Costa Gomes diz que não foge às suas responsabilidades. 

No final da reunião, em votação, foi aprovado um subsídio de 85 920 euros para a empresa com votos a favor do PS e contra de toda a oposição. O CDS pediu para se considerar ausente por se recusar a votar uma proposta não fundamentada por documentação. 

A EMEC foi criada em 1999 pelo executivo PSD. Atualmente, gere a Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos e outros equipamentos culturais como o Polo de Leitura de Arcozelo ou o Museu Etnográfico de Chavão.