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Barcelos: Junta de Lijó acusada de obra "ilegal"

Pedro Granja/Barcelos Popular/Direitos Reservados

 

O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, referiu, em Reunião de Executivo, que uma obra de 112 mil euros, realizada pela junta de Lijó, é "completamente ilegal". 

A acusação surgiu na reunião do passado dia 18, depois de José Novais, vereador do PSD ter questionado o executivo sobre a não aribuição de um subsídio para um parque de estacionamento e casas de banho nas traseiras da igreja.

Costa Gomes retorquiu. Segundo o jornal local Barcelos Popular, o presidente disse que o município não pode "subsidiar uma obra ilegal" e que esta avançou "sem projeto aprovado", estando "condicionado à posse da propriedade". 

Quando questionado pelo jornal, Joaquim Dantas, presidente da junta de Lijó, discorda da visão de Costa Gomes: a obra "não está ilegal". 

Dantas esclarece que os projetos de arquitetura foram feitos pela autarquia e que os de especialidade não avançaram porque a câmara pedu que a junta fosse proprietária do terreno. Uma impossibilidade, diz o autarca de Lijó, que refere os gastos do munícipio em obras semelhantes. "A Câmara já deliberou perto de um milhão de euros para este tipo de a juntas e fabriqueiras. Não vejo porque não apoia aqui Lijó." Argumentando estar "a ficar sem paciência, Joaquim Dantas diz que a junta está a pedir "apenas um subsídio no valor de um terço do custo, 30 mil euros". 

"Lijó tem sido totalmente esquecida e está a ficar a milhas de outras freguesias", diz o presidente da junta.