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Barcelos: Moradores querem encerrar discoteca Vaticano

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Os moradores do edifício Barcelense querem o "encerramento total e absoluto da atividade" da discoteca Vaticano, noticia o Jornal de Barcelos.

Os condóminos das cerca de 200 frações do prédio colocaram ações em tribunal. Filipe Pedras, advogado do condomínio, em declarações ao jornal refere que "não se está a pedir o fecho à meia-noite: está-se a pedir para se encerrar o espaço". Caso esta pretensão dos moradores não vá avante, os moradores querem que seja fixada uma multa de "cinco mil euros por cada dia em que o horário não for cumprido". 

"Um assunto de saúde pública" - advogado do condomínio

A disputa entre os moradores do edifício Barcelense e a discoteca já não é nova. Aliás, esta ação em tribunal por parte dos moradores já tinha sido anunciada em janeiro. Na altura, e tal como o Informadouro noticiou, as conversações entre a gerência do espaço, o município e os condóminos tinham falhado. Carlos Arezes, gerente da "Vaticano", foi acusado de não assumir nenhum compromisso. 

Em 2015, a gerência da "Vaticano" pediu o alargamento do horário de funcionamento até às 06h da manhã. Os moradores, instados pela autarquia para dar o seu parecer, não se opuseram, desde que houvesse policiamento. A PSP, por seu lado, opôs-se a essa alteração e, se caso quisessem policiamento, a polícia propôs o pagamento pela administração da discoteca de "dois turnos por noite", representando um custo de quatro mil euros. 

"É uma completa pouca vergonha", desabafa o advogado do condomínio. Classificando o problema como sendo "um assunto de saúde pública", Filipe Pedras diz que os problemas não têm que ver com a insonorização do edifício mas com aquilo que se passa fora dele. Os clientes da discoteca, devido às características do prédio, refugiam-se ali, acabando por defecar, vomitar, consumir droga e vandalizar carros e espaços comuns. 

Em matéria de fiscalização, o advogado acusa o município de não fazer "nada" para que o estabelecimento cumpra o horário de funcionamento. "Há ali pessoas desesperadas" por estarem privadas de descanso, alerta Filipe Pedras. 

O advogado interpôs duas ações "contra a gerência da Vaticano e do proprietário do espaço" e vai interpor uma outra ação judicial contra o município. O advogado diz que câmara "tem obrigações e estas não são só as de fixar horários mas também de os fazer cumprir. E como a Câmara nesta matéria tem um histórico que se entende como negativo", Filipe Pedras "vai reclamar" para que a a câmara cumpra as suas obrigações. 

Contactada pelo jornal local, a câmara municipal não deu quaisquer explicações.