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Barcelos: processo do Montepio suspenso por 30 dias

Montepio/Direitos reservados

 

O processo que envolve Diana Brito, ex-cliente do Montepio, e o banco mutualista, devido ao facto de este não reconhecer o direito de reembolso devido a crime informáticos, está suspenso por 30 dias, noticia o Jornal de Barcelos

Segundo o jornal local, o caso começou a ser julgado na quinta-feira passada. A suspensão advém do facto de existir a possibilidade das duas partes se entenderem fora dos tribunais e o caso ficar por aqui. Houve "um memorando de entendimento para uma proposta", revela Álvaro Matos Martins, o mantário de Diana Brito. A advogada do banco não estava mandatada para fechar um acordo e agora "esperamos que, pela parte do banco, haja essa aceitação". Senão, "o processo seguirá os seus termos", refere o advogado. 

"Nunca houve abertura por parte do banco" - advogado de Diana Brito

O processo chega agora a tribunal mas o caso já remonta a janeiro de 2017. Segundo Álvaro Matos Martins, "nunca houve abertura por parte do banco" para a resolução da questão antes de ela ir para julgamento. 

O Montepio apresentou uma proposta que foi recusada por Diana Brito pelo facto de envolver valores "que não podiam ser aceites", visto que o banco só aceitava pagar cerca de metade que a cliente está exigir (um valor acima dos 30 mil euros).  

A proposta, que a parte acusatória define como "razoável", prevê o pagamento imediato por parte do Montepio de 25 mil euros a Diana Brito e esta desiste do processo. A queixosa abre, assim, mão de 3 640 euros que eram seus e de juros, par além de 2 500 euros por danos não patrimoniais. 

Recorde-se que as contas que Diana Brito tinha no Montepio, que totalizavam 28 640 euros, esvaziaram-se em janeiro de 2017. Sem que a cliente tenha sido avisada ou tenha dado ordem para tal, foram realizados 59 movimentos, identificados como pagamentos de serviços e compras, sendo que, destes, 36 são do mesmo montante (483,80) e 18 foram consecutivos.

Os bancos têm sistemas de segurnça que, quando detetam vários movimentos deste tipo, alertam o cliente, exigindo algum tipo de dados que confirmem que as ações são legítimas. O sistema de homebanking do Montepio nunca avisou a cliente dos movimentos que estavam a ser realizados.

A cliente garante que nunca fez "compras ou paguei qualquer tipo de serviços pela internet  ou pelo Multibanco a partir daquela conta. Nunca facultei os dados de acesso à minha conta a ninguém", disse. O banco nunca fez comentários sobre o caso.