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Bombeiros já estão em permanência no Túnel do Marão

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Já estão no Túnel do Marão as equipas das corporações de bombeiros de Amarante e da Cruz Branca de Vila Real que irão estar em vigilância permanente à circulação rodoviária para ocorrerem a situações de emergência. A corporação de Amarante foi a primeira a assumir a vigilância às 08h00 desta quinta-feira, 7de junho, e substituída pela Cruz Branca às 16h00. Os turnos de oito horas serão assumidos de forma alternada pelas duas corporações que estão na primeira linha de intervenção ao Túnel do Marão, 24 sobre 24 horas.

As equipas dos bombeiros e da Infraestruturas de Portugal (IP) estão fixadas no edifício localizado junto à saída da galeria norte, sentido Vila Real - Amarante, onde terão acesso ao serviço de voz direto entre a sala e o centro de controlo de tráfego da IP, com gravação das comunicações, e à visualização das imagens do túnel na sala. Em permanência ficam três elementos acompanhados por uma viatura das corporações, que será usada enquanto a Infraestruturas de Portugal não adquirir um veículo, conforme está protocolado. As equipas dos bombeiros são constituídas por um total de 16 bombeiros, oito de cada corporação.

O protocolo, homologado pelos secretários de Estado das Infraestruturas e da Proteção Civil, irá vigorar pelo período de oito meses, no final será feita uma avaliação de desempenho para se proceder a renovação.

Previsto para este mês de junho está ainda a realização de um simulacro de incêndio dentro da infraestrutura, um exercício que já foi reivindicado pelos bombeiros antes mesmo da abertura ao tráfego do Túnel do Marão, a 08 de maio de 2016.

De acordo com o protocolo assinado no dia 26 de abril, a IP assume o pagamento de uma verba mensal de 12.476 euros, ou seja, 6.238 euros a cada associação. Por sua vez, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) assume o pagamento da verba mensal 6.718 euros (3.359 euros a cada corporação).

Recorde-se que um incêndio num autocarro, dentro do Túnel do Marão, em junho de 2017 lançou um alerta sobre questões de segurança e socorro dentro deste que é o maior túnel rodoviário da Península Ibérica, com 5.665 metros e está incluído no Autoestrada 4 (A4). Um inquérito à avaliação da resposta operacional apontou lacunas na resposta ao incêndio, que ocorreu em junho de 2017. O documento revelou um hiato temporal de 36 minutos entre o alerta inicial e o início do combate e aconselhou uma revisão dos procedimentos para agilizar a chegada dos meios.