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Comandante da Proteção Civil demitiu-se

Patrícia Melo Moreira/Público/Direitos Reservados

 

 

O Comandante Nacional da Proteção Civil, António Paixão, apresentou a demissão, avança a RTP. O seu sucessor já está escolhido: será o coronel Duarte Costa, militar do exército. 

A demissão de António Paixão acontece cinco meses depois de ter tomado posse. 

Segundo a estação pública, o agora ex-comandante sai devido a não concordar com a estratégia do ministério. Nos últimos meses, mostrou "sinais de descontentamento" com as dificuldades em operacionalizar a estratégia desenhada devido também, mas não só, à falta de meios aéreos. A RTP aponta que a Proteção Civil só teve três helicópteros disponíveis para os 100 incêndios que deflagrraram no país. O episódio que levou a António Paixão demitir-se terá acontecido, segundo a RTP, numa reunião no Ministério da Administração Interna (MAI) em que terá entrado em confronto aberto com Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. Paixão terá abandonado a reunião e colocado o lugar à disposição. 

Em nota enviada à comunicação social, o MAI confirma a saída de Paixão mas refere que o pedido partiu dele devido a "motivos pessoais". A escolha de Duarte Costa também foi confirmada. "O Coronel Tirocinado José Manuel Duarte da Costa, Chefe do Estado Maior do Comando das Forças Terrestres, é responsável pelas áreas de planeamento e execução da atividade operacional da componente terrestre das Forças Armadas", refere a mesma nota. 

O jornal Público na versão online refere que o clima na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) "é de caos". 

O CDS-PP já anunciou que vai requerer ouvir o comandante demissionário com caráter de urgência. 

"Prepotente e incompetente" - Jaime Marta Soares

Jaime Marta Soares já havia feito acusações públicas a António Paixão.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses acusou o agora ex-comandante de ser "prepotente e incompetente" para o lugar que ocupa. Na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Marta Soares disse que era "É a primeira vez que o comandante nacional da ANPC não é oriundo dos bombeiros. É um elemento da GNR e posso dizer, sem medo das palavras, que é prepotente e incompetente e que é uma pessoa em que não se pode confiar para o lugar em que está", considerou.