Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Informadouro

Somos mundo!

Informadouro

Somos mundo!

Douro TGV 2018: "Douro TGV" já está em Vila Real

Helena Margarida/Informadouro

 

O Douro TGV entrou ontem, 23 de maio, nos “carris” e já está no Palácio do antigo Governo Civil de Vila Real. Esta é a segunda edição do evento que tem como "maquinista" o Regia Douro Park que, segundo o seu diretor, Nuno Pinto Augusto, tem o propósito de conduzir “esta grande indústria a um patamar internacional”.

O conceito mantém-se: debater o “Turismo”, “Gastronomia” e “Vinho” de forma a dotar os atuais e futuros players destes setores de ferramentas para fazerem mais e melhor em cada uma das três áreas. Nuno Augusto espera que os empreendedores possam, neste fórum de discussão, “tirar novas ideias, novas propostas de negócio, assistir a novas realidades, falar com promotores que já estão instalados e outros que possam vir”.

 

O traçado desenhado para quarta-feira foi "Na Rota de uma Promoção Conjunta" onde os oradores foram praticamente unânimes em apontar a bússola para a necessidade de se estreitar conhecimentos, parcerias e entendimentos para melhor comunicar a região. Uma tarde dedicada a destacar o papel das instituições e das ferramentas indispensáveis na promoção da Região Demarcada do Douro de uma forma global para, prontamente, dar resposta a perguntas pertinentes: Teremos mais sucesso se nos unirmos? O que nos falta para sermos mais conhecidos e mais visitados?

Na opinião de Alexandre Guedes, representante da Entidade Regional Turismo Porto e Norte de Portugal “não é redutor” para o Alto Douro Vinhateiro integrar a nível promocional este destino - Porto e Norte de Portugal - até porque “me parece pertinente a forma como a Região Demarcada, e dentro dela o Alto Douro Vinhateiro, coliga e comunica com o Porto cidade que tem aqui uma logística fundamental para o desenvolvimento desta região e que traz turistas, que é determinante”, disse.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, considera que a região ser promovida com a chancela Porto e Norte de Portugal “é complementar” porque o Porto é “porta de entrada da maioria dos turistas estrangeiros que nos visitam”. O autarca defende que se deve “aproveitar” a sinergia entre o Porto e o resto do território porque o Porto “tem muito a ganhar com o Douro, com Trás-os-Montes, com o Marão, com o Alvão mas nós também temos a ganhar com o mar, com Matosinhos, com o peixe, com a cultura, com os monumentos que existem no resto do país, nomeadamente no norte”.

Vila Real tem uma das maiores atrações turísticas a norte, o Circuito Internacional que vai já na 49ª edição. A adrenalina chega no fim-de-semana de 22 a 24 de junho, com o WTCR, a nova competição que veio substituir o WTCC, como cabeça de cartaz.  Esta prova “arrasta” multidões de fãs até à capital transmontana para ver passar os grandes nomes do automobilismo e jovens promessas em pista. Este ano “voltaremos a ter grande festa em Vila Real, uma grande operação de promoção, que voltará a chegar a cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo”, garantiu Rui Santos.

 

O Douro, região vinhateira classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, tem no enoturismo um potencial de desenvolvimento que se espera desde 2001 mas, no entender de Alexandre Guedes “é um processo que está ainda em construção”. O investimento tem vindo a ser feito “designadamente no setor privado, também no público, não há dúvidas que a região está a ser infraestruturada e os benefícios que possa transportar para as populações serão de forma gradual, mas paulatinamente isso vai acontecer”.

 

 

O que será expectável é que Turistas e Enoturistas encontrem nas suas visitas realidades que vão ao encontro das expectativas que lhes foram “vendidas” pelos operadores e como tal promover e comunicar as regiões de forma concertada será o melhor caminho. O que, no entender da maioria dos intervenientes no painel, não está a acontecer e se estão a atingir bons resultados nessa matéria. Quem não alinhou neste tipo de discurso “redutor” do potencial que Portugal tem foi Maria João de Almeida. A jornalista e autora do Guia de Enoturismo de Portugal preferiu “passar uma imagem muito positiva do nosso enoturismo” seja no Douro ou no resto do país, adiantando que o importante nesta área é “viajarmos” e avança com o seu exemplo dizendo que “as pessoas que estão dedicadas a esta área muitas vezes têm que se renovar e têm que voltar aos sítios que já conhecem para verem as diferenças e a evolução”, o que nem sempre acontece levando a que sejam criadas imagens erradas e mal comunicadas. “Espero que de alguma forma os jornalistas também tenham essa curiosidade que eu tive para que possamos divulgar o melhor que o país tem”, concluiu.

 

A trilogia Turismo, Gastronomia e Vinho entrou na “gare” ontem e por lá ficará até sexta-feira 25 de maio. Hoje o “Azeite, um Produto D’Ouro” apresenta-se para debate e trará à tona as potencialidades de um produto cuja qualidade é, cada vez mais, objeto de análise e avaliação por parte de entendidos na matéria. Amanhã será a vez do “Vinho” e, de acordo com Nuno Pinto Augusto será o dia mais preenchido: “são esperados cerca de 500 participantes”, disse.

Haverá uma prova de azeites, conduzida e comentada pelos três especialistas em palco – os portugueses Francisco Pavão e Edgardo Pacheco; e a brasileira Patrícia Galisini –, à qual se segue a degustação de outros produtos gastronómicos em que este líquido dourado é um dos ingredientes da receita (pão, gelados, chocolates, entre outros). Segue-se um jantar, intitulado de “Cozinhar com os azeites! Ao vivo e a várias mãos.”, a ter lugar no restaurante Panorâmico, situado em pleno campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Um jantar que esgotou rapidamente a lotação de 100 lugares disponíveis.

O ‘Douro TGV’ destina-se a todos os players cujas atividades abordem as áreas de turismo, gastronomia e vinho, mas em especial aos agentes e às gentes da região, como sejam os alunos e docentes da UTAD, da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro – Lamego e de outras instituições de ensino, cujos alunos são os futuros embaixadores da região.