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Matosinhos vai ter a primeira casa-abrigo do país para pessoas LGBTI vítimas de violência doméstica

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A secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, presidirá amanhã, 11 de maio, pelas 14h30, à cerimónia de entrega à Associação Plano i das chaves do imóvel municipal onde vai funcionar a casa-abrigo de emergência para pessoas LGBTI vítimas de violência doméstica.

Com capacidade para acolher simultaneamente sete pessoas, a Casa Arco-Íris propõe-se assegurar o acolhimento urgente e de curta duração a vítimas de violência doméstica LGBTI, acompanhadas ou não de filhos menores ou maiores dependentes, em virtude de questões de segurança e/ou de iminente risco de revitimização. Esta resposta integrada garantirá a satisfação das necessidades básicas, a proteção e segurança no sentido da minimização do risco e da vulnerabilidade social, o apoio psicológico, social e jurídico e a reconstrução de um projeto de vida autónomo e independente.

A Associação Plano i tem já a funcionar em Matosinhos, desde janeiro de 2017, o Centro Gis de atendimento à população lésbica, gay, bissexual e trans. O serviço foi batizado em homenagem à transexual Gisberta, assassinada a 22 de fevereiro de 2006, no Porto, e tem atualmente 199 utentes em acompanhamento. No ano de 2017 foram acompanhadas 123 pessoas, foram realizados 1 036 atendimentos e acompanhados 20 casos de violência doméstica.

A Criação da Casa Arco-Íris resulta da aprovação de uma candidatura da Associação Plano i ao POISE- Programa Operacional para a Inclusão Social e Emprego, sendo a primeira unidade do género a funcionar em Portugal.

O apoio da Câmara Municipal de Matosinhos permitiu também à APi passar a contar, desde abril último, com uma unidade móvel, o Gabinete Itinerante de Saúde (GiS), resultante de um projeto aprovado pela Fundação EDP. Esta unidade permite à APi prestar apoio multidisciplinar a pessoas LBGTI, aos seus familiares e pessoas próximas que, por razões geográficas, financeiras ou outras, não possam deslocar-se ao Centro Gis.