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Informadouro

Somos mundo!

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Papa Léguas #01: Dourear

Papa léguas

(clique na imagem e surpreenda-se)

Douro, meu belo país do vinho e
do suor,
bárbaro canto arrancado à
penedia
por um destino que nos faz andar
da alma para os olhos, dos olhos
para a alma!”

- António Cabral [1931 – 2007]

Aqui Douro!... de estradas serpenteantes. Um traçado perseguido por um Rio prateado que é (D)ouro e espelha nele a tela que o ladeia. Margens rasgadas em socalcos por mãos calejadas de sabedoria que esculpem no xisto o suporte da videira que dará uva que será vinho. Fruto pisado por pés dançantes de rostos de rugas profundas. Como o néctar que fez desta a primeira Região Demarcada do Mundo.

 

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Terra que deu os “Contos da Terra 2006” e “Pôpa Black Edition 2015”. Vinhos de anos e com perfis diferentes, mas que respiram Douro. O primeiro, versátil, jovem, fresco e de aroma frutado, frutos vermelhos ligados a uma frescura atribuída pela menta. Junta Tinta Roriz (30%), Touriga Franca (30%), Touriga Nacional (30%) e Tinta Barroca (10%), num processo de fermentação e estágio em cubas de inox que lhe confere uma cor vermelho rubi.

O segundo, mais elaborado, de conforto, quente, de cor vermelho rubi, com um aroma limpo e intenso caracterizado, no início, pela fruta madura e um leve final tostado, marcado pelas especiarias. Nasce de um blend de Vinhas Velhas (30%), Touriga Franca (20%), Tinta Amarela (10%) – vinificadas em lagar com pisa a pé – e Tinto Cão (10%), Tinta Roriz (30%) – vinificadas em cubas de inox. O estágio decorreu, na totalidade, em barricas usadas de carvalho francês, durante períodos de 10 a 15 meses.

Direitos reservados

 

Os novos tintos lançados pela Quinta do Pôpa, situada em Tabuaço, numa verdadeira janela para o rio, prometem fazer reviver o charme das lareiras e o prazer da literatura e convidam a um brinde diário numa mesa repleta de boa gastronomia.

 

Gastronomia que pode ser entre o contemporâneo e o tradicional. Na Cozinha da Clara. Onde a Primavera se transforma em sabores pelas mãos do chef Pedro Cardoso. Neste que é o restaurante da Quinta de la Rosa, no Pinhão, sobranceira ao Rio Douro, e que está desde 1906 na posse da família de Sophia Bergqvist. As novidades gastronómicas estendem-se à ‘Carta de Tapas’ e à ‘Carta da Primavera’. A primeira composta pela típica ‘tábua de queijos nacionais’ (€15) ou os ‘bolinhos de bacalhau da avó Clara’ (€6,00). A segunda sugere como entrada ‘lulas salteadas com esmagada de feijão frade e aroma a tinta de choco’ (€7,10) ou a tradicional sopa de cebola duriense e a “moira de Lamego” (€5,80) e ‘petingas crocantes com aioli de tomate seco’ (€6,10), entre muitas outras opções.

‘Corvina corada com texturas de ervilhas e sabores de chouriço’ (€20,10), ‘lombo de vitela com puré de aipo, legumes assados e chips de tubérculos’ (€23,90) são algumas das propostas de pratos principais. Se não quiser embarcar em modernices gastronómicas pode apostar no tradicional ‘cabrito com batata no forno e grelos ao alho’ (€25,10) e no ‘polvo à lagareiro com batata a murro e regado com o azeite extra virgem da Quinta de la Rosa’ (€24,40).

A refeição atinge a apoteose com o ‘bolo de chocolate com pimenta rosa e gelado de iogurte’ (€8,50) ou o ‘pastel de nata e o café expresso português na interpretação do chef’ (€6,70). Dois exemplos dos sete pecados que compõem a ‘carta’ das sobremesas.

 

Aproveite o resto da tarde para fazer uma caminhada ao longo da icónica parcela de vinha Vale do Inferno, plantada antes da I Guerra Mundial e que conta com algumas das maiores paredes de xisto em todo o Douro.

Ideal para quem quer relaxar, desfrutando de uma privilegiada paisagem, a Quinta de la Rosa, com 55 hectares de área total, é produtora de vinhos do Douro e Porto; azeite e vinagre do Douro; e mais recentemente de cerveja artesanal. Depois de lançada em maio de 2017, a ‘La Rosa IPA’ (€3,50) chega agora ao mercado a primeira edição da ‘La Rosa Lager’ (€3,50). Até ao final do ano saíra a ‘La Rosa Stout’, que será feita com um vinho do Porto muito especial - o ‘Quinta de la Rosa Vintage’. Qualquer uma das duas cervejas artesanais é uma boa aposta para acompanhar as sugestões da ‘Carta de Tapas’.

 

Pernoite num dos 12 quartos ou numa das 4 suites, todos com vista para o rio Douro e acesso a uma piscina comum. Os preços variam entre os 135 e 165 euros. Existe ainda uma piscina privada, que pode ser usada em circunstâncias especiais. A Quinta tem ainda duas casas independentes, ambas com piscina privada: a Casa Amarela e a Casa de Lamelas, com cinco e três quartos respetivamente.

Se para o poeta duriense “a poesia é o que há de infinito em cada palavra” para o viajante o Douro é uma sinfonia inacabada onde se descobre sempre uma nota nova para acrescentar à partitura da paisagem classificada pela UNESCO de Património da Humanidade.

 

Relíquias guardadas no local por excelência de acolhimento e representação da memória, cultura e identidade da região vinhateira. O Museu do Douro. Inquilino da antiga “Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro Vinhateiro”. Um edifício emblemático que combina elementos das casas de quinta durienses e da arquitetura pombalina, constituído por uma Área de Exposições – onde está situada a exposição permanente “Douro: Matéria e Espírito”, um restaurante, Loja, Centro de Informação (Arquivo e Biblioteca), Sala de Leitura, Centro de Conservação e Restauro, Wine Bar e Esplanada no Jardim com vista para o rio Douro.

Neste museu a tradição coabita na perfeição com a modernidade. E é num edifício de arquitetura contemporânea, revestido com painéis de xisto preto, que fica situado o Serviço Educativo. Lugar onde se perpetuam as histórias desta região.

Que também se contam e recontam no Auditório Municipal do Peso da Régua. Onde desagua a cultura da afinação. Num palco sempre diversificado, com propostas que atravessam o universo da música ao teatro, passando pelo cinema, conferências e atividades ao ar livre.

Um "país" que os olhos não cansam de ver. Um refúgio para a alma onde acabamos sempre por voltar!