Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Informadouro

Somos mundo!

Informadouro

Somos mundo!

Papa Léguas #07: #AceleraVilaReal

Papa Léguas #07: #AceleraVilaReal

(versão interativa temporariamente indisponível)

Para lá do Túnel do Marão surpreendem-se os que lá vão. A autoestrada nº 4 abre o caminho entre as montanhas e conduz-nos até às portas do “Reino Maravilhoso”. Meta a primeira e vá acelerar de 22 a 24 de junho no 49º Circuito Internacional de Vila Real, considerado pelos entendidos na matéria como o “mais bonito do Mundo”.

 

 

“Por entre as 28 curvas, escolheu sem dúvida a que mais se destaca. Somos a Curva 24. Seja bem-vindo”. Um convite ao pecado da gula. Aqui não há air bag que resista ao embate de tantas iguarias. O melhor mesmo é tirar o cinto e deixar que a adrenalina de sabores tome conta de si.

O "Curva 24" é um novo conceito na "Bila". Um “projeto ambicioso, cheio de ideias novas para a região. Nunca ninguém tinha feito um restaurante temático sobre corridas. Adoro corridas, sempre adorei, desde pequeno e aliei essa minha paixão ao facto de a minha esposa cozinhar muito bem”, explica João Paulo Grilo, coproprietário do espaço.

Neste restaurante tudo é inspirado no automobilismo e respira e transpira, paixão e emoção pelo desporto motorizado que colocou Vila Real no mapa. Uma homenagem que é simultaneamente o partilhar de um sonho, onde cada refeição remete para sabores perdidos nas memórias gustativas, até dos mais distraídos.

As tradicionais “Tripas à Portuguesa” e as “Tripas ao Molhos” (típicas da cidade de Vila Real) são de “paragem obrigatória” e sem “STOP” apresentam-se as tradicionais pataniscas ou salada de Orelheira e Salada de Ovas, dois dos petisco muito apreciados por quem se senta ao volante deste desafio. Não fique “fora de mão” e rode pela “Tábua de Queijos e Presunto” e pela variedade de enchidos provenientes da região do Barroso.

Aqui toda a abordagem gastronómica envolve a mesma temática: o automobilismo. De terça a sexta-feira há uma "Marmita do Dia” por 7,5€ ( sopa, prato, pão, bebida e café incluídos). Os sábados são “Dia de Treino e de Qualificações” e os domingos são “Dia de Prova” (preço médio 15€ - 20€). Tudo feito na Paddock do restaurante que tem nos “Bifinhos de Presunto c/arroz de Feijão” um dos seus maiores troféus.

O warm up para a “Partida” é feito com “Bola de Carne”. Na pole-position também pode encontrar miniaturas salgadas variadas. Na “Passagem pela Box” abasteça o depósito com  “Filetes de Sardinha com Arroz de Tomate”, “Petinga com Arroz de Feijão” ou “Sardinha Assada” se é amante de peixe. “Cabrito Assado”, “Nispo no Tacho” ou “Arroz de Cabidela” se prefere carne. Para cortar a “Linha da Meta” escolha o “Toucinho do Céu”, “Leite Creme” ou a “Mousse de Chocolate” e garanta o seu lugar no pódio.

Guarde as coordenadas no GPS 41º17’53,50”N - 7º43’54,55” e prego a fundo.

Inaugurado a 8 de Julho de 2017, o “Curva 24” dispõe de sala com capacidade para cerca de 50 pessoas e de uma esplanada com vista privilegiada para... a pista onde circulam outras emoções: os 27 que este ano disputam o WTCR -  World Touring Car Cup.

 

Há pouco mais de um mês uma "Bilha" de barro preto de Bisalhães incendiava as redes sociais exibindo-se como a maior alguma vez feita por um oleiro da terra. Foi com a tradição agora Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO que o "Bagos Steak House" fez anunciar a sua chegada à pit lane gastronómica de Vila Real.

A carta explora diversos sabores e texturas tudo em harmonia com o vinho da região e são cerca de 300 as referências que compõem a garrafeira particular do proprietário Francisco Seixas, que deixou o Luxemburgo com a sua mulher para voltar à terra que os viu nascer e abrir o próprio negócio. Um hino à “excelência da carne da região” que está instalado em Vila Nova, onde outrora funcionou um outro restaurante conhecido e reconhecido por todos na cidade. O espaço foi completamente remodelado e transformado numa enorme casa, com horta biológica nas traseiras, parque infantil, esplanada e amplo parque de estacionamento.

A sala, decorada de forma simples, com linhas contemporâneas, em tons neutros, tem capacidade para 140 pessoas e exibe nas paredes imagens de barricas de vinho homenageando assim a mais antiga Região Demarcada do Mundo, o Alto Douro Vinhateiro.

O Bar, localizado logo a seguir ao hall de entrada, está equipado com mesas tipo snack e sofá que se estende pela parede lateral. Aqui poderá “picar” vários petiscos enquanto aguarda pela sua mesa, ou simplesmente usufruir de um aperitivo.

Na grelha de partida a carne está na pole position e quem a conduz é o chef José Pinto. “Uma carne com poucos meses, aromática”, explica o chef. É na brasa do carvão que ganha pontuação máxima, sem nunca se deixar ultrapassar pelo tempero de “apenas sal grosso e termina com flor de sal, um pouco de limão e rosmaninho e uma marinada prévia. Acompanha com batata rústica, que vai à gralha também no carvão, depois de pronta leva alho picado e alecrim e um bom azeite”. Uma “cozinha muito de simples mas de corpo e de cariz vilarealense”, considera José Pinto.

Ao sábado há “Barriga de Leitão” e ao domingo a sugestão vai para a “Cabritada”. Aconselha-se telefonar para fazer marcação de reserva. Durante a semana, o menu executivo (10,50€ inclui couvert, entrada, prato, bebida e café) vai rodando na variedade de pratos, sempre com a tónica da “cozinha tradicional, cultural, que respeita a sazonalidade dos produtos”.

Quarta-feira é dia de meter travão na brasa, para descanso do pessoal.

Para uma experiência diferente e mais personalizada “existe a possibilidade de criar uma mesa VIP na esplanada que se coloca mesmo em frente da grande vidraça de acesso à cozinha, permitindo ao cliente vivenciar toda a logística, pressão e modus operandi do chef José Pinto”. Este serviço necessita sempre de uma mise en scene pelo que se recomenda uma reserva antecipada.

Para sair de depósito cheio gastará, em média, entre 15€ e 20€.

 De depósito atestado aproveite para fazer a rodagem pelas ruas da cidade onde terá como companhia personagens da nossa história. Como por exemplo, Carvalho Araújo, o oficial da Marinha Portuguesa que protegeu o navio São Miguel de ser afundado por um submarino alemão, e que se ergue agora, imponente, na principal avenida da cidade. Camilo Castelo Branco tem “lugar cativo” no Jardim da Carreira e quando novo habitou a chamada Casa dos Brocas, mandada construir pelo seu avô, na rua que tem hoje o nome do romancista. Diogo Cão, um dos maiores navegadores portugueses, que descobriu a foz do Zaire, no séc. XV também se exibe na zona alta da cidade. É tradição que nasceu em Vila Real, onde ainda existe na Praça do Município, uma bonita casa de feição medieval que se diz ser a da sua família.

A Sé Catedral, Igreja da Misericórdia e Capela Nova no centro histórico são de visita obrigatória, não deixe de espreitar também os Museu de Arqueologia e Numismática e o da Vila Velha.

Pegue novamente no seu roadbook e no GPS e insira as coordenadas Latitude - 41º 17º 33º N; Longitude - 7º 42º 26º W. Um percurso que o irá levar ao merecido descanso a apenas 3km do centro da cidade.

 

Na Quinta do Paço a banda sonora que embala os dias é a do chilrear dos passarinhos. Ideal para desligar o motor e purificar os pulmões.

Deixe-se seduzir pela casa senhorial datada do século XVIII que oferece aos hóspedes uma suíte da época, a suíte da Quinta, e um quarto igualmente característico daqueles tempos, o Quarto de Luxo (a partir de 115€). Em 1998 a quinta foi adquirida pelos pais do atual gestor, Pedro Lisboa, e sofreu profundas obras de remodelação tendo sido construído um novo edifício contíguo à casa principal, composto por 32 quartos (a partir de 50€) de decoração simples, despida de elementos perturbadores do sossego que se pretende conferir a quem procura esta unidade hoteleira.

Aqui sentimo-nos duques e duquesas a desfilar pelos corredores de acesso aos alojamentos, num percurso ladeado por salas decoradas com móveis de época e com paragem obrigatória a meio para espreitar, com curiosidade, a pequena capela onde deixamos viajar a imaginação para criar histórias de segredos e pecados ali confessados.

O pequeno-almoço é servido na principal sala de refeições onde também poderá almoçar e jantar porque o hotel dispõe de um restaurante com um menu composto pela gastronomia regional, onde o destaque vai para o “Cabrito Assado”, a “Posta à Maronesa” (carne DOP obtida a partir de bovinos da raça Maronesa, provenientes da área delimitada pelas serras do Marão, Alvão e Padrela), o afamado “Bacalhau à Paulo” e as “Tripas aos Molhos”. Sabores que são acompanhados por uma excelente carta de vinhos da região do Douro.

É também possível usufruir do serviço de bar “que está sempre aberto e onde se pode beber um cocktail, um porto, ou um copo de vinho. Também servimos lanches”, esclarece Pedro Lisboa.

Todo o espaço envolvente, composto por piscina, jardins floridos e bem cuidados, pequenos lagos e um tradicional Espigueiro, convida ao descanso longe do ranger dos motores dos carros de corrida. Para os amantes do desporto há também courts de ténis à disposição.

Percorrendo a Quinta descobrem-se recantos que apelam à leitura de um bom livro ou simplesmente à contemplação da paisagem. Pelo caminho cruzamo-nos, também, com árvores de fruto, o vale de nogueiras, o olival e a horta.

Na Quinta do Paço a história está sempre presente e faz-se a cada dia que passa, marcando a vida de quem por lá passa. Aqui são feitas juras de amor eterno, principalmente em época de verão, quando os casamentos tomam conta da tranquilidade do espaço e o transformam em lugar mágico para os casais.

Uma boa escolha para baixar a adrenalina do WTCR.

 

 

Para viver todas as emoções das corridas, sem gastar muito dinheiro em alojamento, o “Douro Village Hostel” é uma boa opção. Não só por ser low cost mas também pela sua localização, uma vez que ocupa o nº44 da Rua 31 de Janeiro,  uma das principais artérias do centro histórico de Vila Real. A proximidade a monumentos, restaurantes e pastelarias convidam à prova do “Covilhete” (pastel salgado recheado de carne maronesa e cozido em formas de barro preto de Bisalhães), “Pito de Sta Luzia” (doce recheado de compota de abóbora) e “Crista de Galo” (doce conventual recheado de creme de ovos também chamado de toucinho do céu).

O ambiente descontraído e a decoração leve estão orientados para viajantes à procura de diversão mas também de sossego e tranquilidade que encontram, garantidamente, neste espaço, onde o tradicional e o moderno convivem harmoniosamente.

O “Douro Village” fez-se à pista a 13 de junho de 2016 ganhando o primeiro lugar dos Hostel em Vila Real. A casa de dois pisos foi recuperada e remodelada mantendo, no entanto, o traço da ruralidade transmontana. É composta por 4 espaços comuns, sala de estar, sala de refeições, cozinha e terraço e por 7 dormitórios (todos com wc privativo), num total de 31 camas (com arrumos individualizados com fechadura). Se viajar em grupo a dormida em camarata será a escolha ideal (15€). Dispõe ainda de um quarto privado de casal (35€).

O hóspede “tem que partilhar o quarto mas pode fazer a sua comida, comer na sala de estar ou na de refeições, pode usar o seu computador até às horas que entender”, explica Cátia Varela, coproprietária do espaço.

A cozinha completa está à disposição equipada com tudo o que é necessário para preparar uma refeição. A sala de estar comum, tem uma decoração simples e moderna, aqui pode partilhar conversas com os outros hóspedes e descobrir novas culturas. O terraço, bem iluminado e reservado, transporta-nos para longe do bulício da cidade, “o nosso hóspede pode usufruir do terraço a qualquer hora e convidar colegas que sejam ou estejam na cidade para vir estudar, trabalhar, ou conviver um pouco, que é o que nós fazemos em casa.São estas as comodidades que penso fazer a diferença na nossa casa, o poder dormir mas poder viver aqui, o poder habitar a casa”.

O Douro Village dispõe também de serviço de cafetaria “criamos dois menus em que servimos um café com biscoitos ou então um chá com biscoitos. No verão temos algumas bebidas como a caipirinha ou sumos de fruta”.

Há também propostas desenhadas para várias alturas do ano, como por exemplo, participar numa vindima no Douro, fazer um passeio pelo Parque Natural do Alvão ou uma prova de vinhos no próprio terraço do hostel.

E é efetivamente esse conforto que sentimos quando transpomos a porta de entrada e somos recebidos de forma informal e acolhedora.

 

A acelerar Vila Real desde 1931 até à atualidade com o WTCR, o Circuito Internacional é sempre um cartaz que convida a uma visita à capital transmontana. Mas há mais vida em Vida Real para além das corridas.