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Quercus alerta para risco das desafetações florestais para zonas industriais e outros fins

Divulgação

No Dia Internacional das Florestas a Quercus mostra-se preocupada com a desafetação das áreas afetas ao regime florestal, nomeadamente matas nacionais, autárquicas ou comunitárias.

Portugal é o país da Europa com menor área florestal pública, menos de 2%, dos espaços florestais. Considerando o parecer do Provedor de Justiça sobre a necessidade de evitar as desafetações ao Regime Florestal, assim como os impactes dos incêndios florestais de 15 de outubro sobre estas matas litorais, a Quercus considera que não é admissível continuar com desafetações do Regime Florestal em matas públicas ou comunitárias.

A associação ambientalista teme que estas áreas sejam convertidas em zonas industrias, agroindustriais ou de agricultura intensiva.

Alerta para o risco que incorre o perímetro Florestal dos Pinhais e Dunas de Mira com a desafetação do regime florestal de terreno público para a construção da nova unidade da Lusiaves.

A exploração avícola, com 30 pavilhões, a construir em área de Regime Florestal Parcial, sujeita a desafetação em 3 parcelas. A área total abrange cerca de 200 hectares desafetados de matas públicas, só neste processo. Ainda no concelho de Mira a associação lembra também os alertas deixados sobre a construção da fábrica da Acuinova (Pescanova), neste perímetro florestal e em Rede Natura. Um projeto que, entretanto, não se concretizou porque a empresa ficou insolvente e fechou.

A Quercus diz ter também conhecimento de pressões recentes sobre o Pinhal de Leiria por parte de grupos de interesses que querem desenvolver agricultura intensiva, aproveitando a ocasião de ter ardido grande parte deste Pinhal histórico. (Projeto Nação Valente).