Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Informadouro

Éramos Douro... agora somos mundo!

Informadouro

Éramos Douro... agora somos mundo!

Vila Real: Túnel do Marão terá bombeiros em permanência

José Gonçalves (CC BY-SA 4.0)

 

O túnel do Marão vai ter uma equipa de bombeiros em permanência no centro de controlo e comando, anunciou Rui Santos, presidente da Câmara de Vila Real, à Agência Lusa

A medida, que entra em funcionamento a partir de 26 de abril, resulta de um acordo entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), a Infraestruturas de Portugal (IP) e uma corporação de bombeiros. Na passada quarta-feira, o Ministério das Infraestruturas (MI) anunciou que o centro de comando do túnel "entrará em funcionamento" sem adiantar como isso iria acontecer. 

Por seu turno, o autarca socialista referiu que "haverá um grupo de bombeiros em permanência no posto de controlo e comando que monitorizará não só o tráfego como terá um veículo de emergência à porta do túnel para agir de imediato caso haja um acidente". Considerando uma "boa notícia", Rui Santos diz que o modelo que será implementado "tranquilizará todos aqueles que passam no Túnel do Marão". "Trata-se de um ganho significativo, porque teremos auxílio imediato. Haverá uma monitorização permanente e uma capacidade de reação imediata" e que o "hiato" de reação "será certamente minimizado", sublinha.

Recorde-se que o autarca vilarealense foi uma das vozes críticas em relação à segurança dentro da infraestrutura. Na altura, o autarca afirmava que o sistema "não estava afinado". "Uma descoordenação total, camiões a fazerem marcha atrás em pleno túnel, carros a virarem-se e a seguirem a faixa em sentido contrário", descrevia o socialista. 

Os novos planos de atuação no túnel serão apresentados no dia 26, refere o MI, mas os mesmos já estão em vigor. Estes planos surgem depois de um inquérito ao incêndio num autocarro, ocorrido dentro do túnel, em junho de 2017. Não houve feridos mas o túnel esteve fechado. O inquérito revelou lacunas na resposta ao incêndio com um "hiato na resposta" de 36 minutos, entre o alerta inicial e o início do combate. O relatório apontava baterias à inexistência do centro de controlo junto à saída de Amarante que deveria ser reaberto. O centro de controlo foi transferido seis meses depois da inauguração do túnel para o centro de controlo da IP, em Almada.