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Informadouro

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05.09.18

Eco@UTAD propõe 24 horas no campus


helena margarida

Divulgação

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai oferecer 6.000 árvores no âmbito do dia aberto do seu Jardim Botânico. O Eco@UTAD decorrerá durante 24 horas no campus da universidade, dia 22 de setembro, com o objetivo de promover a ecossustentabilidade e a biodiversidade, em todas as suas vertentes, baseadas em quatro vetores essenciais: Ecologicamente correto; Economicamente viável; Socialmente justo; Culturalmente diverso.

Haverá muito para ver e por onde escolher. Para começar, a 24 horas do equinócio, o Núcleo de Astronomia da UTAD estará no edifício da Biblioteca Central, junto ao parque de estacionamento, com os telescópios à disposição para se espreitar a Lua, Saturno, Marte e outros corpos celestes. Oficialmente, “o nosso ECO@UTAD começa à meia noite mas como há muito para descobrir acima de nós, apareça por volta das 22h”, convida a organização.

Oportunidade também para “dormir entre árvores, acordar ao som dos pássaros, caminhar, andar de bicicleta, usar a natureza para fazer de conta, recordar jogos populares, fotografar-se entre plantas e animais, sorrir para a foto, moldar o barro com as mãos, deixar-se levar pelo som da música, fazer um piquenique no coração do Jardim Botânico”, desafiam os organizadores deixando uma garantia. “Nós estendemos a manta”.

Acertem os relógios com este evento de entrada gratuita. Por cada pessoa que aderir a UTAD oferecerá uma árvore para posterior plantação em área a designar em articulação com o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta. Um momento agendado para o mês de novembro e para o qual serão convidadas todas as pessoas que tenham participado no ECO@UTAD.

O Jardim Botânico da UTAD constitui uma das coleções vivas mais importantes de Portugal. São 17 coleções temáticas, matas de castanheiros, carvalhos autóctones, pinheiros, eucaliptos, mais de 1000 espécies vivas para explorar ao longo dos 120 HA do campus.

05.09.18

Espécies de Aves em extinção preocupa Quercus


helena margarida

Quercus

A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza - está preocupada com dados divulgados em relatório que confirmam a extinção de 8 espécies de aves durante esta década em Portugal. A Águia-imperial (Aquila adalberti) e o Abutre-preto (Aegypius monachus) são algumas espécies em Perigo de Extinção global, bem como a rola-brava cuja caça continua a ser legal, apesar desta espécie se encontrar também globalmente ameaçada.

As principais causas apontadas para o declínio e extinção das aves são, para além das más práticas agrícolas e desflorestação, a expansão alarmante de espécies exóticas invasoras, o abate e captura de aves vivas, a construção de grandes infraestruturas, proliferação de redes e outros artefactos de pesca e as alterações climáticas.

O presidente da Quercus deixa o alerta: “É necessário que governo, autarquias e associações trabalhem juntos num esforço para preservar habitats ameaçados e restaurar habitats degradados para inverter esta tendência que aponta para uma extinção em massa de espécies no nosso planeta. Ainda é possível salvar muitas destas espécies, mas temos de agir já”, refere João Branco.

Nos últimos 500 anos é provável que tenham sido extintas 183 espécies de aves. E 40% das cerca de 10.000 espécies de aves ainda existentes estão num processo de declínio populacional. Cerca de 90 % das extinções já consumadas vitimaram espécies que habitavam em pequenas ilhas, mas nas grandes zonas continentais as extinções também têm acontecido devido à destruição dos habitats naturais para dar origem a culturas intensivas agrícola e de árvores de rápido crescimento, ou criação de novas áreas urbanas destinadas à habitação, turismo e indústria.