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Informadouro

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31.12.18

Castro Marim: Espaços culturais encerram por tempo indeterminado


Bruno Micael Fernandes

Divulgação

Vários espaços culturais de Castro Marim, geridos pela empresa municipal Novbaesuris, vão estar encerrados por "tempo indeterminado", informou a autarquia castromarinense. 

Casa do Sal, Revelim de St. António, o Castelo de Castro Marim e a Casa de Odeleite são alguns dos equipamentos que vão estar fechados. A autarquia diz que "não foi disponibilizada a informação e os meios necessários para concretização da pretensão pública à manutenção de certos serviços", decretando "o encerramento por tempo indeterminado dos equipamentos públicos que estão sob a gestão daquela entidade". 

Este encerramento acontece depois de, na última Assembleia Municipal em 21 de dezembro, ter sido aprovada a liquidação de empresa e a integração dos 38 funcionários na estrutura camarária. A decisão surge na sequência de um relato do Tribunal de Contas  (TC) sobre o exercício entre os anos 2010 e 2016. "Quando em 2012 se ditava o encerramento da empresa municipal Novbaesuris (...), terá sido feito (...) uma reclassificação contabilística, através da qual o subsídio transferido assumiu, em grande parte, caráter de serviços prestados do lado da empresa", indica a autarquia. 

Esta "reclassificação" não foi aceite pelo TC. Apesar do pedido de esclarecimentos e o início da auditoria terem sido pedidos em 2014, só em novembro é que o resultado chegou. "Considerando que o TC não aceita os procedimentos verificados de 2014, e se nos restantes anos a relação com a Novbaesuris se manteve nos mesmos moldes, competia agora, em 2018, à Câmara Municipal de Castro Marim, mediante o relatado pelo TC, decidir o que fazer quanto ao futuro desta empresa, independentemente das hipotéticas sanções aplicadas aos atos do passado", defende a autarquia que esclarece que o encerramento da empresa não acontece "por imposição do TC. Cabe à Inspeção-Geral de Finanças tal decisão". 

Considerada pelo executivo como "a solução mais responsável e sensata" perante o relatório do TC, a decisão de liquidação da empresa não obteve apoio por parte da restante administração da Novbaesuris. "Por decisão unilateral, a administração da Novbaesuris não se disponibiliza, nem aos meios da empresa municipal, para assegurar um período transitório facilitador, agarrando-se à interpretação rígida da lei", indica a autarquia em comunicado. Referindo que a administração "não apresentou (...) qualquer solução técnica alternativa", o executivo diz que o processo "dependeria da vontade e risco político que as partes estariam dispostas a assumir. Pretendia-se um processo de transição atempado e pacífico, sem prejuízo pessoal, profissional e para com o erário público", acrescenta. 

Dos 38 funcionários da empresa, 24 já viram os acordos de cedência serem assinados. No entanto, onze, que se encontravam a termo certo, ainda não têm decisão. 

28.12.18

IPCA: Morreu João Carvalho


Bruno Micael Fernandes

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave/Direitos reservados

O ex-presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), João Carvalho, faleceu ontem vítima de doença prolongada, informou a instituição em comunicado. 

Membro do Conselho de Curadores da Fundação do IPCA, João Carvalho foi presidente da Comissão Instaladora durante cinco anos. "Fica a memória de um grande homem e de uma grande obra em prol da região, de Portugal e do Ensino Superior Politécnico", refere o mesmo comunicado. 

O corpo de João Carvalho está câmara ardente na igreja paroquial de Real, Braga, sendo que o funeral se realiza este sábado, a partir das 10h30, no mesmo local. 

João Carvalho teve "papel determinante" no ensino na região - autarcas reagem 

A morte de João Carvalho já teve reações por parte do poder local e, mesmo da Presidência da República

Num comunicado enviado à imprensa, Domingos Bragança, presidente da câmara de Guimarães, diz que o "contributo" de João Carvalho foi "decisivo" para a "criação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo, reconhecendo o seu papel determinante na implantação do IPCA no território do nosso Município e a mais-valia que essa instalação representa". "O IPCA completou a sua dimensão geográfica de também ser do Ave com a instalação do polo do AvePark, para o que foi determinante a visão estratégica e a colaboração do Professor João Carvalho que manifestou um dedicado empenho nesse projeto e na sua consolidação", indica o mesmo comunicado. 

Já o presidente da câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, destaca o "espírito de exigência e persistência". "João Carvalho foi o principal impulsionador do crescimento do IPCA e da implantação do ensino superior em Barcelos, dando um enorme contributo para o desenvolvimento do nosso concelho e da região do Cávado e do Ave", escreve. "Com 62 anos, João Carvalho dedicou a sua vida ao IPCA, instituição da qual é a referência maior, sendo-lhe unanimemente reconhecidas, de entre muitas qualidades, o profissionalismo, a ética e a abnegada dedicação à causa pública", acrescenta ainda o autarca. 

Marcelo Rebelo de Sousa também reagiu à morte de João Carvalho. Numa declaração publicada no site da Presidência, o Presidente da República agradece o "contributo académico, científico e de serviço à Comunidade. Era justamente considerado uma referência na sua área de especialidade, a contabilidade, ainda que o seu legado mais duradouro será porventura tudo aquilo que fez no IPCA, onde deixa a sua marca e ao qual se dedicou de corpo e alma, transformando-o numa instituição exemplar no Ensino Politécnico em Portugal", refere. 

17.12.18

Évora: IPMA regista sismo de 2.7 na escala de Richter


Bruno Micael Fernandes

Instituto Português do Mar e Atmosfera

Um sismo de 2.7 na escala de Richter foi sentido na região de Évora. 

Segundo informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), o abalo foi registado às 23h12 e o epicentro localizou-se "a cerca de 10 km a oeste de Évora", refere o comunicado do IPMA. 

O insitituto refere ainda que o sismo "foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada)" nos concelhos de Évora, Montemor-o-Novo e Portel. 

Não há registo de danos pessoais ou materiais. 

15.12.18

Valongo: Helicóptero do INEM despenhou-se e provoca quatro mortos


Bruno Micael Fernandes

INEM I.P./Direitos Reservados

- em atualização - Um helicóptero do INEM, sediado em Macedo de Cavaleiros, despenhou-se, este sábado, em Valongo, fazendo quatro mortos. As comunicações perderam-se na zona da freguesia de Campo durante a tarde. 

O INEM e a Proteção Civil confirmaram a morte dos tripulantes. A bordo ia um médico espanhol e uma enfermeira e dois pilotos portugueses. O desaparecimento do aparelho aconteceu quando este estava a voltar à base depois de ter deixado uma doente no hospital São João, no Porto. "O último contacto com o helicóptero foi registado por volta das 18h30m, na zona de Valongo", refere o INEM em comunicado emitido ao início da noite. 

O helicóptero foi encontrado numa zona de difícil acesso, aguardando-se autorização do Ministério Público para a retirada dos corpos do local. 

Num briefing realizado às 02h10, o comandante Carlos Alves, comandante distrital da Proteção Civil, indicou que os corpos foram encontraram junto aos destroços, sendo que dois corpos foram encontrados dentro do helicóptero e outros dois fora dos destroços. Ressalvando que o alerta só chegou às 20h24 à Proteção Civil, o responsável recusou responder a questões sobre o hiato de tempo entre as 18h30 e as 20h24. Questionado sobre se os bombeiros só terão passado a informação sobre a ocorrência às 20h24, o responsável não confirmou nem desmentiu essa informação. 

Os bombeiros foram avisados da situação depois de populares terem ouvido um estrondo que associaram a uma explosão. O Observador cita ainda uma testemunha que diz ter notado que o motor do helicoptero parou e que as luzes se desligaram.

Segundo a Proteção Civil, estiveram 134 operacionais e 35 meios terrestres.

INEM já reagiu

No Twitter, o INEM lamentou o sucedido considerando "um momento particularmente difícil e extremamente doloroso para a Instituição e para os seus profissionais". 

 

14.12.18

Lisboa: acidente com elétrico causa 28 feridos


Bruno Micael Fernandes

Correio da Manhã/Direitos reservados

Um acidente com um elétrico na Lapa, em Lisboa, causou 28 feridos, incluindo duas crianças de nacionalidade britânica (uma de seis meses e outra de sete anos). Dez dos feridos tiveram que ser desencarcerados. 

Segundo várias testemunhas, citadas por diversos órgãos de comunicação, o elétrico poderia vir em excesso de velocidade. Alguns dos passageiros saíram pelo próprio pé. 

O acidente aconteceu na Rua de São Domingos à Lapa. O elétrico 25 fazia a ligação entre os Prazeres e a Praça da Figueira quando o mesmo descarrilou e capotou, embatendo contra um edifício. As causas do acidente ainda não são conhecidas, sendo que a Carris vai instaurar um inquérito. 

"Apesar do aparato, não há vítimas graves", assevera uma fonte oficial à Rádio Renascença. Todos os feridos foram encaminhados para o hospital. 

A EPAL foi também chamada ao local devido ao rebentamento de uma conduta na sequência do acidente. 

Marcelo Rebelo de Sousa, também esteve no local. O Presidente da República estava a sair de evento na Sociedade de Geografia de Lisboa quando soube do aidente. Segundo avança o jornal digital Observador, o chefe de Estado esteve apenas "cinco minutos" no local para não perturbar os trabalhos.  "Limitou-se a elogiar a prontidão dos meios de resposta e de socorro", referir fonte da Presidência. 

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