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Informadouro

Somos mundo!

23.03.19

Barcelos: incêndio mobilizou mais de 120 operacionais


Bruno Micael Fernandes

Rádio Cávado/Direitos reservados

Um incêndio deflagrou este sábado na freguesia de Tamel Sta. Leocádia, Barcelos, tendo sido combatido por mais de 130 operacionais, e mais de 30 meios terrestres. O fogo chegou a propagar-se às freguesias de Carapeços e Vilar do Monte. 

O fogo esteve "descontrolado", sendo que algumas habitações estiveram em risco. O fogo acabou por ser dominado ao início da noite.

O incêndio provocou uma coluna de fumo visível a vários quilómetros de distância, sendo que essa coluna foi reduzindo de intensidade ao longo da tarde. No seu pico máximo, o fogo teve três frentes ativas em três freguesias, estando afetos quatro meios aéreos pesados a ajudar no combate. 

Em declarações aos jornalistas a meio da tarde, Marinha Esteves, a segunda Comandante Operacional Distrital do CDOS de Braga, referia que o incêndio estaria dominado "nas próximas horas", sendo que o "vento" e "uma área extensa de eucalipto" estavam a condicionar o trabalho dos bombeiros.

A responsável confirmou que a origem do incêndio foi uma queimada de pequenas dimensões que se descontrolou. Alegadamente, o incêndio teve origem no lugar da Bemposta, em Tamel Sta.Leocádia, numa zona de mato, sendo que a queimada foi abandonada durante a hora de almoço. A GNR já terá identificado o autor da queima, sendo que várias fontes afirmam que o mesmo já foi detido. 

 

O alerta para o incêndio foi dado às 13h36. Elementos de onze corporações do distrito de Braga estiveram afetos ao combate. 

 

22.03.19

Vila Real: professora acusada de maus tratos às filhas adotivas foi absolvida


Bruno Micael Fernandes

Tribunais.org/Direitos reservados

A professora universitária de Vila Real acusada de maus tratos às filhas adotivas foi absolvida pelo Tribunal de Vila Real. A decisão foi conhecida esta sexta-feira. 

A decisão surge depois da arguida ter recorrido para o Tribunal da Relação (TR) de Guimarães que obrigou à repetição do julgamento da primeira instância. Para a repetição do julgamento, o TR diz que  estavam em causa "contradições insanáveis" no acórdão de primeira instância  e que o coletivo de juízes baseou-se em meras conclusões para condenar a arguida. 

A professora, que continua a lecionar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), tinha sido condenada a cinco anos de pena suspensa e ao pagamento de uma indemnização de 30 mil euros por maus-tratos a três filhas adotivas. O processo foi extraído de um outro que envolveu o marido da docente universitária, um empreiteiro, que foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão efetiva por abuso sexual agravado, e maus-tratos às filhas adotivas, na altura, menores de idade.

No primeiro julgamento, o tribunal não deu como provado que a arguida tivesse conhecimento dos abusos realizados pelo marido. Contudo, a juíza-presidente do coletivo deu relevância a mensagens enviadas para a filha mais nova (e que denunciou os crimes), considerando as mesmas como "humilhantes". A docente sempre negou os crimes, tendo recorrido para instância superior.

O caso remonta a janeiro de 2016 quando a escola denunciou a gravidez da filha mais nova. O caso sofreu uma alta cobertura mediática, tendo sido alvo de uma reportagem no programa da RTP 1 "Sexta às 9". As raparigas foram retiradas aos pais adotivos e institucionalizadas.

12.03.19

MEO condenada por colocar trabalhadores sem função numa sala


Bruno Micael Fernandes

Divulgação

A Altice Portugal, detentora da MEO, viu confirmada uma coima de 30 600 euros pelo Tribunal da Relação do Porto por ter colocado quatro trabalhadores numa sala durante vários meses sem qualquer função, referem vários meios de comunicação social. 

Inicialmente, a operadora foi condenada pela Autoridade para as Condições do Trabalho em 45 900 euros por quatro contraordenações muito graves. Não satisfeita, a Altice recorreu ao Tribunal de Oliveira de Azeméis, tentando impugnar a decisão, tendo este tribunal descido o valor para os 30 600. A dona da MEO ainda recorreu para a Relação do Porto mas, nesta instância, o recurso foi considerado "improcedente" e a decisão do tribunal de Oliveira de Azeméis confirmada. 

Apesar da Altice referir que agiu "de boa-fé" até porque "atuou na sua legítima liberdade de iniciativa económica ao reestruturar a empresa" (um processo iniciado pela compra da antiga PT por parte da Altice em 2015), o tribunalnão teve esse entendimento. No acórdão, é referido que o tribunal "agiu sempre deliberadamente", tendo proposto o fim do contrato de trabalho aos colaboradores, algo que estes não aceitaram, tendo sido transferidos para uma "Unidade de Suporte" mas sem atribuir qualquer função mas mantendo o salário. "A única intenção da recorrente é que os trabalhadores acabem por aceitar a saída da empresa", conclui o tribunal, para acrescentar, no mesmo acórdão, "no rigor das coisas, os factos revelam uma situação de deliberada marginalização destes trabalhadores, colocados como excedentários numa sala, em total inatividade e sem qualquer perspetiva real de serem recolocados em novo posto de trabalho". 

A empresa não vai recorrer da decisão, não comentando quaisquer decisões judiciais. 

10.03.19

Sernancelhe: idosos encontrados mortos em casa


Bruno Micael Fernandes

Pedro Ribeiro Simões (CC BY 2.0)

Duas pessoas foram encontradas mortas, este domingo, em casa em Sarzedo, Sernancelhe avança o Jornal de Notícias. As vítimas teriam cerca de 80 anos. 

Segundo o matutino, os bombeiros de Sernancelhe foram chamados ao local por volta das 09h30 para uma "doença súbita", tendo encontrado os dois idosos sem vida na casa de banho. 

A GNR está no local. 

07.03.19

Investigação da Universidade de Aveiro desenvolveu combate a infeções fatais com luz


helena margarida

Universidade de Aveiro

Chama-se Staphylococcus aureus, é uma bactéria responsável por várias infeções potencialmente fatais em humanos e, até agora, o seu combate estava dificultado pela resistência que ganhou aos antibióticos, mesmo aos utilizados em último recurso. Afinal, através da terapia fotodinâmica é possível inativar a bactéria.

Os recentes avanços realizados na Universidade de Aveiro (UA) trazem uma solução a quem sofre, por exemplo, de abcessos na pele e infeções do trato urinário. Foliculite, furunculose, impetigo, celulite infeciosa, pneumonia necrosante, osteomielite, endocardite infeciosa, síndrome do choque tóxico e até intoxicação alimentar.

A lista das infeções que S. aureus pode provocar é interminável. Tratada facilmente com vulgares antibióticos até há poucas décadas, as infeções hospitalares e na comunidade causadas por S. aureus multiresistentes a antibióticos, aumentaram dramaticamente nos últimos 30 anos, sendo acompanhadas por um aumento de estirpes super-resistentes até mesmo aos antibióticos ditos de última geração. O tratamento é, por isso, difícil, moroso e frequentemente ineficaz.

“Estas estirpes são uma ameaça grave para a saúde pública”, alerta Adelaide Almeida, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da UA e coordenadora do estudo que pode colocar um travão a esta bactéria. Este estudo é o resultado de um trabalho multidisciplinar de uma equipa de cientistas do CESAM e do Grupo de Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares, duas das unidades de investigação da UA.

Terapia fotodinâmica é eficaz

O género Staphylococcus contém pelo menos 49 espécies, várias das quais são altamente importantes clinicamente, para a indústria alimentar, para agricultura e economia. A mais patogénica dessas espécies é S. aureus.

Esta espécie, explica Adelaide Almeida, “está amplamente distribuída no ambiente, pode residir na pele e nas mucosas dos seres humanos e animais”. Nos seres humanos, “as narinas são os principais nichos ecológicos de S. aureus - a transmissão ocorre principalmente através das mãos quando estas tocam superfícies contaminadas embora outros locais, como a pele, a área perineal, a faringe, o trato gastrointestinal, a vagina e as axilas também podem ser colonizadas, podendo também funcionar como focos de transmissão”.

Com sucesso, a equipa de químicos e biólogos da UA, testou in vitro e na pele a terapia fotodinâmica, por si só ou combinada com antibióticos, para inativar esta bactéria. “Os resultados mostraram que a terapia fotodinâmica, usada já vulgarmente para tratar, por exemplo, o acne, é uma abordagem eficaz para controlar a infeção por S. aureus na pele, inativando a bactéria eficazmente após três ciclos sucessivos de tratamento com luz e sem adição de antibióticos entre ciclos, ou após um ciclo usando a ação combinada da terapia com o antibiótico ampicilina”, congratula-se Adelaide Almeida.

“Embora seja bem-sabido que o uso de grandes quantidades de antibióticos na prática clínica é indesejável devido ao aparecimento de estirpes resistentes a antibióticos, pouco esforço tem sido feito para usar a terapia fotodinâmica para potencializar a eficácia antibiótica ou, alternativamente, usar antibióticos para melhorar o efeito desta terapia”, explica a bióloga.

A avaliação deste efeito combinado foi realizada pela equipa da UA em pele de suíno, considerada um bom modelo de teste para a pele humana, devido às semelhanças das suas propriedades histológicas, fisiológicas e imunológicas.

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