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19.03.18

Alijó é o primeiro Município de Portugal a fazer um Plano Municipal de Ordenamento Florestal


helena margarida

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O Município de Alijó é pioneiro na criação dum instrumento de ordenamento da floresta e do território inovador, que irá trazer maior eficácia na sua gestão. Para tal irá assinar amanhã, 20 de março, pelas 16h00, um protocolo de colaboração com Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza e com a ANESF – Associação Nacional do Engenheiros e Técnicos do Sector Florestal.

Esta colaboração nasce da vontade do Município de Alijó em “promover o desenvolvimento regional em segurança e harmonia com a Natureza”, informa em comunicado.

O Plano Municipal de Ordenamento Florestal (PMOF) de Alijó terá principal foco no garante da segurança de pessoas e bens através do ordenamento florestal e territorial, na dinamização da economia local promovendo a exploração dos diversos recursos naturais produtos e serviços do ecossistema e na promoção da qualidade ambiental e biodiversidade, apostando em floresta autóctone. Outro objetivo para concretizar será a integração das diversas ferramentas de ordenamento do território já existentes efetivando a sua implementação.

Recorde-se que Alijó compreende uma parte importante de território classificado como Património da Humanidade apresentando já um bom desempenho na atividade turística, desde logo a paisagem, sua manutenção e mesmo criação, assumem um papel fundamental nos eixos do desenvolvimento. Do mesmo modo, o efeito na preservação dos solos, recarga de aquíferos e qualidade da água são serviços importantes que “podem e devem ser potenciados no município, tal como no restante território nacional”, considera a Quercus.

Para além da produção de madeira de várias espécies florestais, Alijó tem condições excelentes para a produção de cortiça e resina, que deverão ser potenciadas e transformadas em fontes de rendimento local. Entendem os parceiros deste PMOF que a produção de mel, a recolha de cogumelos silvestres e a caça, atividades praticadas neste município, têm também espaço para um maior desenvolvimento e captação de receitas.

Com este novo instrumento de planeamento será possível recentrar os espaços florestais na atividade das explorações agrícolas, “reconstruir um território mais equilibrado e resiliente, reduzir os riscos a que se encontra sujeito, mais produtivo e com maior qualidade ambiental”, acreditam.