Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Informadouro

Somos mundo!

O nosso dever? Informar!

08.01.18

Atalaia classificada como Monumento de Interesse Público ao fim de 40 anos


helena margarida

Município de Vila Nova de Cerveira

Já está publicada, em Diário da República, a portaria emitida pela Ministério da Cultura que classifica a Atalaia, em Vila Nova de Cerveira, como Monumento de Interesse Público. Iniciado há quase 40 anos, o processo fica assim concluído, com o reconhecimento nacional do enorme valor patrimonial daquela estrutura localizada no Alto de Lourido.

Para o autarca cerveirense, Fernando Nogueira, “esta é uma das formas de conseguir avançar com uma preservação e valorizarão digna e efetiva da Atalaia como merece. Para além de ficar legalmente protegida, abrem-se janelas de oportunidade para recorrer a fontes de financiamento para sua reabilitação”.

Assinado pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes, o documento refere que o Fortim da Atalaia “possui uma grande relevância histórica e patrimonial, destacando-se a originalidade da sua estrutura, a sua importância no âmbito da arquitetura militar e da defesa da raia minhota, e a cronologia da sua fundação”.

A classificação como Monumento de Interesse Público reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva, e à sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica.

Localizada no Alto do Lourido, em posição elevada, a meia encosta, e detendo um amplo sistema de vistas, funcionaria como complemento da defesa de Vila Nova de Cerveira e do Forte de Lovelhe. Em conjunto com este forte e com o Castelo medieval de Cerveira, esta atalaia constituiu o sistema defensivo da vila e da fronteira do rio Minho ao longo do período da Guerra da Restauração.

Embora se atribua a construção ao esforço militar de meados do século XVII, a sua tipologia denuncia ainda os modelos renascentistas, de influência italiana, que caracterizaram a primeira metade do século XVII, sendo mesmo possível que a intervenção setecentista tenha reformulado uma estrutura de origem medieval. A estes modelos corresponde o torreão cilíndrico de pouca altura, rematado em cordão e parapeito preparado para peças de artilharia, levantado sobre plataforma quadrangular rodeada por fosso, centrado por uma cisterna e envolvido por bateria vazada por porta em arco apontado.