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Informadouro

Somos mundo!

23.11.18

Barcelos: estacionamento continua caótico


Bruno Micael Fernandes

Informadouro

A fiscalização é praticamente inexistente e grande parte das máquinas de estacionamento continua fora de serviço. Este é o cenário do estacionamento da cidade de Barcelos. 

Depois de, em maio passado, o Informadouro ter feito referência ao facto de a cidade ter os parquímetros, na sua maioria, em manutenção, a situação piorou nos últimos meses. A edição desta semana do jornal local Jornal de Barcelos (JB)dá conta de que há locais com parquímetros avariados com a polícia a não fazer a fiscalização devida. À quinta-feira, dia de feira semanal, a situação é bem pior. 

Segundo refere a publicação, apesar de ser uma "fonte de receitas para o munícipio", o executivo atual tem deixado "aos poucos" cair um plano que previa a colocação de parquímetros em 35 ruas, travessas ou largos. O plano, aprovado em 2001 e aplicado em 2002, nunca foi concluído. A tarifa é de 0,45€ por hora, sendo que nunca foi atualizada desde aprovação do plano. O JB refere ainda que o funcionário que fazia a recolha da receita dos parquímetros foi colocado na "Casa do Rio", onde funcionam os serviços de urbanismo, deixando de recolher as moedas. 

Em maio, o Informadouro questionou a câmara municipal de Barcelos sobre esta questão dos parquímetros. Até hoje, não obteve qualquer resposta. O mesmo sucedeu ao JB

E parques? 

Vilacelos/Direitos reservados

O munícipio de Barcelos tem, apenas, dois parques subterrâneos, depois de as obras para um parque subterrâneo no Campo da República (conhecido como "Campo da Feira) terem sido postas de lado pelo atual executivo: um próximo do largo do Município e outro junto à Praceta Sá Carneiro, denominado "Parque das Barrocas". 

No entanto, apenas o do largo do Muncípio está aberto ao público. Em 2012, o parque das Barrocas foi encerrado ao público, estando apenas disponível para estacionamento de viaturas municipais ou para quem tem lugares de assinatura. Nessa altura, o jornal local Barcelos Popular (BP)noticiava que, segundo a autarquia, o parque estava "encerrado" devido ao facto "não reunir as condições exigidas pela lei". Nessa altura, o município estava a "estudar uma solução definitiva para o espaço".

Ora, na mesma notícia, uma fonte camarária dizia ao jornal que o parque tinha "infiltrações". "Antes que alguma viatura ficasse danificada, optou-se por fechar o parque", referia mesma fonte, adiantando que as máquinas do parque estavam "avariadas. O parque de 34 lugares viu o regulamento ser revogado em 2013, sendo o parque  encerrado ao público mas mantendo o estacionamento para os utentes com assinatura ou para estacionamento de apoio a eventos como é o caso da Festa das Cruzes.

Vinte carros multados numa só noite

Se o JB refere que não há fiscalização no centro da cidade, o mesmo não se pode dizer na malha urbana. O BP avançou, na edição desta semana, que a PSP multou, durante a noite, mais de vinte viaturas em Arcozelo, junto ao pólo da Associação Comercial e Indústrial de Barcelos (ACIB - antigas instalações do Instituto Politécnico do Cávado e Ave). 

A falta de estacionamento da zona leva, muitas vezes, a que se estacione em cima do passeio. É que o número de aparcamentos disponíveis é manifestamente inferior ao número de residentes. Alguns populares revoltaram-se e ao jornal local acusaram a PSP de "falta de compreensão". A revolta foi ainda maior, tendo em conta que os residentes dizem saber que a denúncia foi feita por elementos da junta de freguesia 

A PSP confirma a ação, justificando-a com "o recorrente mau sentido cívido dos condutores que teimam em estacinar em locais proibidos, muitos casos mesmo em cima do passeio" e que isso põe em causa "a segurança dos outros veículos e dos transeuntes. A polícia diz que vai continuar com as ações. 

Já Monteiro da Silva, presidente da junta de Arcozelo, diz que está a prevista a criação de "50 novos lugares" entre janeiro e março do próximo ano. O autarca nega, no entanto, a acusação dos moradores, dizendo que a junta não tem "poderes para multar ninguém. A polícia faz o trabalho dela", justifica.