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05.12.18

Direção do Turismo do Porto e Norte demite-se


Bruno Fernandes

Publituris/Direitos reservados

- em atualização - 

Três dos cinco elementos da comissão executivo do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) demitiram-se esta quarta-feira, avança a Agência Lusa citada por diversos órgãos de comunicação social. 

A demissão em bloco acontece depois de Melchior Moreira, presidente do TPNP e de Isabel de Castro, diretora executiva; Gabriela Escobar Gomes, diretora financeira; e dois empresários terem sido detidos em outubro. Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Assembleia-geral da TPNP, também apresentou demissão.  

"Fomos hoje informados de que três dos cinco elementos da comissão executiva apresentaram a demissão e fizeram-no hoje mesmo. Tenho que realçar e agradecer porque permitiu agilizar uma solução de maior compromisso que vai no sentido de no dia 18 de janeiro temos um ato eleitoral para a comissão executiva", referiu o também presidente da câmara de Gaia à Lusa. 

As demissões partiram dos autarcas das câmaras de Santa Maria da Feira e de Vila Real e, ainda, do representante da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (ARESPH). Os três elementos integravam a comissão executiva do TPNP. A demissão destes três elementos obriga à queda do órgão por falta de quórum. Jorge Magalhães, vice-presidente do TPNP, não apresentou a demissão. 

Segundo o Jornal de Notícias, a demissão em bloco serve "para forçar eleições" e "renovar a estrutura" da instituição. "O meu objetivo era arranjar forma de haver clarificação e não fazer de conta que nada se passava, conseguir repor a legitimidade dos órgãos, cuja credibilidade estava colocada em causa", refere Eduardo Vítor Rodrigues. 

Estão já marcadas eleições antecipadas para 18 de janeiro para a comissão executiva e para a assembleia-geral, prevendo-se eleições com "várias listas" a disputar os órgãos.

Melchior Moreira é o único que se mantém em prisão preventiva no âmbito da "Operação Éter". Recorde-se que o, agora, ex-presidente da TPNP foi detido no passado mês de outubro e foi constuído arguido numa investigação que ainda está em curso. Segundo o comunicado da PJ emitido à data, os detidos estavam indiciados por crimes de corrupção e participação económica em negócio em diversos procedimentos de contratação pública na região, estando envolvidos "valores que ascendem a vários milhões de euros".

Orçamento da entidade tem de ser gerido de outra forma

A demissão dos órgãos sociais do TPNP pode levar a problemas na gestão do orçamento da entidade. 

O orçamento tinha de ser aprovado até dia 31 de dezembro. As eleições impedem este facto, levando a que o orçamento da entidade tenha de "gerido em duodécimos". 

"Apresentei uma proposta para que fosse suspensa a votação por não fazer sentido que se votasse um plano para 2019 quando vai haver eleições.", indicou Vítor Rodrigues aos jornalistas. A proposta foi aprovada por unanimidade. "Deve ser a nova direção a apresentar um orçamento no qual se reveja e não ser confrontada com um previamente aprovado", acrescenta.