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25.05.18

Douro TGV 2018: Todos a bordo para pôr Portugal com os Azeites


helena margarida

I Love Douro/Direitos Reservados

 

O Azeite foi o passageiro de honra no segundo dia de viagem do Douro TGV que tinha bilhete carimbado pela Gastronomia. Para fala de azeites, um produto cada vez mais medalhado dentro e fora de portas, estiveram no Palácio do antigo Governo Civil de Vila Real, um trio de especialistas nomeadamente, Edgardo Pacheco, jornalista, crítico de vinhos e gastronomia, grande conhecedor de azeites e autor do Guia “Os 100 Melhores Azeites de Portugal” que defendeu a “existência de uma carta de azeites nos restaurantes”, à semelhança do que acontece com os vinhos.

Francisco Pavão, da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, produtor e especialista, um dos maiores experts de azeite em Portugal foi ao Douro TGV para “pôr Portugal com os azeites. Falar abertamente sobre azeite, dar azeite a provar, dar azeite a conhecer e educar o português para a importância do consumo de azeite”.

A brasileira Patrícia Galasini, com um currículo invejável no universo do azeite, e o privilégio de já ter degustado mais de quinhentos rótulos dos quatro cantos do mundo, abordou a temática “O Azeite Português no Mundo. O caso do Brasil”. Países separados por um oceano mas que, em matéria de educação para o consumo e diferenciação do azeite, apresentam ainda “muitas semelhanças”.

Numa altura em que na região se discute e avalia a classificação de Denominação de Origem Protegida para o Azeite produzido no Douro, Francisco Pavão considera que é importante sensibilizar os portugueses para o consumo deste produto e consequentemente os seus benefícios. “Não devemos consumir azeite unicamente pela sua acidez, devemos consumi-lo preferencialmente pelas suas qualidades sensoriais e obviamente azeites sem defeito são os virgem extra”, explicou.

 

Durante a prova comentada de Azeites e degustação de produtos com Azeite os especialistas sublinharam a importância de saber distinguir os néctares não só pela “análise físico-química mas aqui, falamos das questões sensoriais”. Ensinaram que “um azeite virgem extra tem a acidez menor que 0,8% e não pode ter defeitos sensoriais. Se tiver 0,1% de acidez e defeitos sensoriais deixa de ser virgem extra”.

“Cozinhar com os azeites, ao vivo e a várias mãos!” reuniu, novamente um trio, desta vez de chefes, na cozinha do restaurante Panorâmico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). André Magalhães, da Taberna da Rua das Flores e da Taberna Fina (Lisboa), João Paulo Magalhães, do futuro restaurante da Quinta do Ventozelo (Douro), e Daniel García Peinado, membro da Academia Internacional do Azeite de Oliva Virgen Extra (AOVE) e da Seleção Espanhola da Cozinha Profissional preparam seis pratos para os 100 participantes. “Um momento inesquecível”, sublinhou o diretor do Regia Douro Park, Nuno Pinto Augusto.