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24.11.17

Secretário de Estado da Internacionalização foi a Proença-a-Nova ouvir Empresas exportadoras do concelho


helena margarida

Município de Proença-a-Nova

O Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, reuniu no passado sábado, 18 de novembro, com 18 empresas exportadoras do concelho de Proença-a-Nova que aproveitaram a ocasião para expor as dificuldades com que se têm vindo a deparar.

Os empresários apontaram questões como a ausência de um único interlocutor no Estado, a inexistência de documentos comuns consoante o país ou a informação legalmente exigida para exportar e que altera consoante o mercado como entraves às exportações.

Município de Proença-a-Nova

Face a estes problemas Eurico Brilhante Dias defendeu que a internacionalização “começa em casa. Uma parte substantiva do nosso trabalho começa em Portugal, percebendo como é que podemos capacitar as empresas, como é que podemos ajudá-las a crescer e ir aos mercados internacionais, quais é que são as dificuldades que têm no mercado local mas acima de tudo como é que, com as nossas políticas públicas, podemos ajudar”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, a reunião “foi muita positiva” pela participação das empresas presentes e por o discurso estar muito focado nas pequenas e médias empresas, as que caracterizam o tecido empresarial concelhio. “Sabemos de antemão que estando num concelho como o nosso, com a nossa realidade e com a escala que as nossas empresas têm, os processos de internacionalização podem ser difíceis, mas esperamos que o Governo possa dar um novo alento principalmente neste momento que atravessamos, depois do flagelo dos incêndios, em que é preciso olhar para o interior conscientes do esforço que é preciso fazer”, referiu João Lobo.

A visita do Secretário de Estado da Internacionalização ao distrito de Castelo Branco incluiu, para além de Proença-a-Nova, visitas ao Fundão, Covilhã e Castelo Branco onde reuniu com empresas exportadoras e associações locais. Eurico Brilhante Dias destacou o papel desempenhado pelo AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, instituição que tutela, e o que está a fazer pelas empresas portuguesas no processo de internacionalização em quatro áreas: como interlocutor das empresas - cada uma deve ter o gestor de conta da internacionalização que fornece importantes dados sobre o mercado, potenciais contactos ou oportunidades de negócio; na capacitação para a ação no mercado; na forma de capital para o processo de internacionalização através de instrumentos financeiros; e no apoio nos mercados, quer de forma direta pelo AICEP ou pela rede diplomática consular. “O país precisa mesmo de ter mais exportações e de exportar para mercados diferentes. Não vamos conseguir crescer e gerar mais emprego se o país não fizer com que o crescimento das exportações seja claramente superior ao crescimento do PIB e não vamos conseguir criar mais postos de trabalho qualificados se não atrairmos mais investimento direto estrangeiro e se não promovermos o investimento que gera postos de trabalho qualificados”, defendeu.