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26.01.18

“Um milhão de árvores por município para salvar o clima” arrancou em Vila Real


helena margarida

Nuno Silva

O Município de Vila Real foi o primeiro aderir ao projeto promovido pela Quercus “Um milhão de árvores por município para salvar o clima” e, esta tarde, deu início na freguesia de Campeã ao desafio de plantar um milhão de árvores no seu território nos próximos cinco anos.

Nuno Silva

Os alunos da Escola Básica de Vendas de Cima foram convidados a participar nesta ação que contou com a presença do Secretários de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.

“Um milhão de árvores para salvar o clima” tem como propósito a reflorestação de áreas públicas, privadas ou comunitárias com árvores de espécies autóctones como o carvalho, pinheiro, zimbro, azevinho, medronheiro, entre outras, utilizando técnicas de plantação, sementeira e aproveitamento da regeneração natural. As espécies serão instaladas, sempre que possível, em povoamentos mistos ou em mosaicos de modo a promover a maximização da biodiversidade e a diminuição do risco de incêndio.

 

Quercus considera inaceitável a situação recorrente de poluição no rio Tejo e exige a tomada de medidas urgentes por parte do Governo e da Assembleia da República

 

Nuno Silva

Na ordem do dia, a poluição do rio Tejo. À margem da ação “Um milhão de árvores para salvar o clima”, o presidente da Quercus, João Branco, considerou “inaceitável a recorrência da prática de crimes ambientais por parte de várias entidades, que continuam a poluir o maior rio de Portugal sem serem devidamente responsabilizadas”, adiantando que se Governo e Assembleia da República não são capazes de tomar medidas políticas e legislativas eficazes para acabar com este flagelo que atinge o rio Tejo há vários anos, “é indispensável que estas duas Instituições produzam urgentemente um quadro legislativo e normativo que acabe de vez com a impunidade dos poluidores em Portugal”, defende João Branco.

O rio Tejo nos últimos dias tem apresentando uma cor escura, um cheiro nauseabundo, com a formação intensa de espuma em particular junto ao açude de Abrantes e junto à Barragem de Belver. Apesar de ainda se aguardar pelos resultados das análises oficiais que foram realizadas pelo Ministério do Ambiente, é muito provável que a origem desta poluição esteja numa das várias fontes de poluição industrial e doméstica que fazem descargas no rio Tejo.

Quercus

Entretanto o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, fez saber que, como uma espécie de medida de precaução, a empresa Celtejo “terá de reduzir para metade o volume do efluente rejeitado o que implica a redução da laboração durante dez dias”, ao fim dos quais serão feitas novas análise para avaliar a concentração de oxigénio dissolvido na água, que não deverá ter um valor superior a 0,5 miligramas por litro, mas que a 24 de janeiro chegou a atingir 1,1 miligramas por litro.

Na opinião da Quercus, este grave problema de poluição e atentado aos valores naturais nacionais só poderá ser resolvida com diversas alterações legislativas, entre as quais a alteração do Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto, que estabelece normas, critérios e objetivos de qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos.