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Informadouro

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01.02.19

Vila Real: PJ faz buscas na UTAD


Bruno Micael Fernandes

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

A Polícia Judiciária está, esta sexta-feira, a realizar buscas na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real. 

Em causa, estará uma fraude ligada a um protocolo com um universidade brasileira. Inicialmente, foi avançado que Fontainhas Fernandes, reitor da universidade, eram alvos destas buscas, algo que foi desmentido. O responsável máximo da academia transmontana, em declarações ao Público, argumenta que "não há qualquer envolvimento" da atual reitoria ou de Elsa Justino, administradora da UTAD, no caso, indica.

Em comunicado, a insituição confirma isso mesmo, garantindo que a "Reitoria e a Administração da UTAD estão a colaborar, desde o início, com a investigação em curso" e que ninguém da equipa reitoral ou administrativa é arguido no processo. A "ação policial faz parte de uma investigação em curso que resultou de diversas participações formalizadas pela própria universidade, na sequência das reportagens emitidas no âmbito do programa "Sexta às 9" sobre os chamados "convénios luso-brasileiros", refere o comunicado.

A par das buscas na instituição, a PJ, através da Unidade Local de Vila Real com ajuda de colegas de Braga e Porto, realizaram várias buscas a residências de alguns suspeios. 

O caso remonta a 2016 quando o programa "Sexta Às 9" (RTP 1) emitiu uma série de reportagens denunciando um esquema de desvio de milhares de euros em que vários alunos brasileiros pagaram propinas mas o dinheiro nunca chegou a entrar nos cofres da instituição. Vários profissionais da instituição são suspeitos de envolvimento, sendo que as práticas só foram abandonadas em 2013. Os contratos em causa foram assinados em 2004 e 2005. O processo judicial, bem como o inquérito interno ainda decorrem. 

Na altura da emissão das reportagens, Fontainhas Fernandes, em entrevista à televisão da universidade UTAD TV, referia que o caso era anterior à equipa reitoral. "Houve uma auditoria por parte do Ministério (do Ensino Superior), bem como uma auditoria externa. Com todas as outras plataformas, acordamos planos de pagamento faseados, nunca prejudicando os estudantes. Neste caso, não aconteceu", indicava o atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, acrescentando que "só os meios judiciais é que terão de decidir”, lembrando que “as decisões foram sempre favoráveis à universidade”.